14/03/2017

Évora | Portugal : a cidade (e região) no museu


O Museu de Évora, criado por decreto-lei de 1 de Março de 1915, está instalado no Paço Episcopal, na parte mais alta da cidade, entre a Catedral e o Templo Romano. Sondagens arqueológicas mostraram que sob os seus alicerces se situava parte do pavimento romano, algumas habitações do período islâmico, e uma zona de sepulturas medievais.


A sala do retábulo flamengo é o exlibris do museu


O espólio do museu resulta da transferência das colecções da Biblioteca Pública, a que se juntam peças que provenientes da extinção das Ordens Religiosas e da expropriação de bens do Cabido. De destacar o retábulo flamengo do altar-mor da Sé, o tríptico do Conventinho de Valverde, e ainda as colecções de ourivesaria, paramentaria e mobiliário.

Outro núcleo importante é constituído por escultura arquitetónica e tumulária dos séculos XIV a XVI, proveniente dos conventos e edifícios históricos demolidos na cidade nos finais do século XIX e princípios do século XX. Complementam os núcleos principais do museu as colecções de arqueologia, particularmente o espólio de escultura romana e os materiais resultantes das escavações em monumentos megalíticos dos arredores da cidade.

A diversidade da colecção do Museu de Évora é representativa do longo percurso histórico da cidade e da região do Alentejo, recolhendo testemunhos desde o terceiro milénio antes de Cristo até ao século XXI.


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Espaço: Edifício quadrangular, reaberto em 2009 após profundas obras de requalificação, apresenta-se em três pisos (cave, piso térreo e primeiro andar), com inúmeras salas expositivas (colecção permanente e exibições temporárias), com aprazível claustro central
Morada: Largo Conde de Vila Flor | 7000-804 Évora | +351 266730480
Mais informações: www.museudevora.pt


07/03/2017

Saint-Savin | França : a fascinante Abadia do vale dos frescos


As pinturas murais de Saint-Savin, datadas de finais do século XI e princípios de XII, devem ser vistas como um documento de particular importância, permitindo uma perspectiva única de uma civilização ancestral, cujo trabalho é considerado obra-prima do génio criativo do Homem, estando por isso classificadas pela Unesco como Património Mundial desde 1983.

A torre da Abadia de Saint-Savin-sur-Gartempe domina a paisagem


Os frescos no tecto da nave da igreja apresentam-se em quatro fileiras paralelas, duas viradas a Norte e duas voltadas a Sul, e representam a história da Bíblia, num total de 61 cenas. A leitura começa com o ‘Genesis’ no lado Norte, em direcção a Oeste, e termina com o ‘Exodus’, do mesmo lado, em direcção a Este, no nível inferior. Embora as cenas possam parecer complexas, o seu posicionamento respeita a cronologia e a simbologia da própria Bíblia.


 


O ‘Genesis’ é representado em 51 etapas (4+7+11+15+14), sendo aqui de destacar na face Norte a pintura da Arca de Noé, similar a uma barca anglo-saxónia, comum na Europa no século XI. Na face Sul merece realce a edificação da Torre de Babel, que ilustra a construção medieval, designadamente a geometria quadrangular dos castelos do inicio do século XI.

O ‘Exodus’ é desenhado através de dez cenas, sendo a mais relevante a travessia do Mar Vermelho.

As pinturas da nave são complementadas pelas da torre ocidental, que contam a história do Apocalipse. A Paixão e a Ressurreição de Cristo encontram-se na galeria (acessível em visitas guiadas). Na cripta estão pintadas cenas do martírio dos Santos Savin e Cyprien.


 


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Espaço: Abadia que se estende paralela ao rio Gartempe, onde se destacam o refeitório, as celas dos monges e a escadaria que liga os três pisos, perpendicular à imponente igreja
Morada: Place de la Libération | BP 9 - 86310 Saint-Savin sur Gartempe
Mais informações: www.abbaye-saint-savin.fr


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Para conhecer Saint-Savin tive que fazer um desvio na viagem em direcção ao vale do Loire. Confira no mapa abaixo o trajecto percorrido (clique para mais detalhes, incluindo etapas e durações).

20/02/2017

Londres | Inglaterra : a ciência de um museu de eleição!


O Science Museum é um dos museus de Exhibition Road, South Kensington, Londres. Fundado em 1857, é hoje uma das principais atracções turísticas da cidade, com cerca de 2,7 milhões de visitantes anuais.

Vista de uma das  galerias mais espetaculares do museu, com inúmeros objectos expostos, alguns de grandes dimensões.


O Museu da Ciência detém uma coleção de mais de 300 mil itens, incluíndo as famosas locomotivas Rocket e Puffing Billy, o primeiro motor a jato, uma reconstrução do modelo de DNA de Francis Crick e James Watson, alguns dos primeiros motores a vapor remanescentes, um exemplo de trabalho da máquina diferencial de Charles Babbage, o primeiro protótipo do relógio long now, o relógio de dez mil anos, e documentação da primeira máquina de escrever.

Contudo, as áreas do museu onde mais vibrei foram logicamente as da engenharia (com divertidos jogos interactivos e experiências digitais), da aviação (com inúmeros exemplares civis e militares), da computação e era da informação (onde se evidencia como as nossas vidas têm sido transformadas pelas tecnologias da informação e comunicação ao longo dos últimos 200 anos).

É aqui que se encontra, por exemplo, o servidor fundamental da primeira geração do motor de busca da Google que incluía finas placas de cortiça portuguesa para isolamento térmico. Ao lado, um terminal Alcatel Minitel, autêntica fonte de orgulho nacional francês, por ter sido dos primeiros computadores a oferecer salas de conversação, sistema reservas e compras online. Destaco ainda os computadores Apple Lisa de 1983 e Macintoch de 1984 (modelo pré-produção), que incluía o inovador interface WIMP (windows, icons, menus, pointer).


Terceiro andar
- Engineer Your Future
- Flight
- Fly Zone

- Wonderlab: The Statoil Gallery

Segundo andar
- Atmosphere
- The Colockmaers' Museum
- Energy
- Information Age
- Journeys Through Medicine
- Mathematics: The Winton Gallery

Primeiro andar
- Challenge of Materials
- Who Am I?
- Temporary exhinitions

Piso térreo
- Discovery Motion: Legend of Apollo
- Antenna – What's New in Science?
- Energy Hall
- Exploring Space
- IMAX 3D Cinema
- James Watt and Our World
- Making the Modern World 
- Pattern Pod
- Temporary exhinitions

Subsolo
- Basement Studio
- The Garden
- The Secret Life of the Home


Dicas:

- Entre no espírito científico e faça experimentações...são inúmeras as possibilidades que o museu oferece aos visitantes, nas mais diversas áreas do conhecimento, para os mais novos e para os mais graúdos.
- Vá com tempo... o museu é enorme e motivos de interesse não faltam!
- À semelhança de outros museus nacionais com financiamento público no Reino Unido, o Science Museum não cobra entradas (mas os visitantes são convidados a oferecer donativos), excepto em algumas exposições temporárias, no cinema IMAX 3D e nos simuladores.
- Mais informações para preparar a sua visita: www.sciencemuseum.org.uk.

07/02/2017

Alcalá de Henares | Espanha : o mais antigo ‘Corral’ espanhol

No extremo sul da Praça de Cervantes, a Torre de Santa Maria resiste ao pôr-do-sol num tórrido dia de Verão

Plaza de Cervantes

Antiga praça do mercado, serviu durante muito tempo como espaço urbano dedicado a celebração de feiras e festas. Aqui se encontra o “Corral de Comedias”, um anfiteatro ao ar livre, actualmente o mais antigo de Espanha no seu estilo, e recentemente magnificamente restaurado.

Numa das extremidades, o ‘Ayuntamiento’ da cidade ocupa desde o século XIX o antigo Colegio-Convento de San Carlos Borromeo (século XVII), destacando-se o Salão de Plenos e a Sala da Junta do Governo, onde se encontra a Bíblia Poliglota Complutense.

No topo da Praça, começa a ‘Calle Mayor’, que é a mais comprida rua de arcadas em Espanha, e centro da antiga judiaria entre os séculos XV e XIX. Nesta rua, merecem realce a Casa Natal de Cervantes e o Hospital de Antezana, o mais antigo da Europa em funcionamento ininterrupto desde 1483.


Dicas:

- A Praça de Cervantes é local obrigatório de passagem, visita e descanso. Aqui, os finais de tarde são sempre animados – aproveite para dois dedos de animada conversa com os locais.
- Informações para preparar a sua visita em: www.turismoalcala.es e www.ayto-alcaladehenares.es.

Alcalá de Henares | Espanha : a primeira cidade universitária da idade moderna


Fachada do Colégio Mayor de San Ildefonso, onde cada pormenor conta uma estória


Universidade de Alcalá - Colégio Mayor de San Ildefonso

O melhor conjunto universitário do Renascimento europeu. A fundação da Universidade pelo Cardeal Cisneros em 1499 significou e o início de uma nova etapa social e cultural em Espanha. A famosa fachada do Colégio Mayor de San Ildefonso, construída por Francisco Gil de Hontañon entre os anos 1537 e 1553, é um esplendor de arte e beleza. No interior, destacam-se os grandiosos pátios universitários: o de Santo Tomás de Villanueva, o de Continuos, o de Filósofos, e o do Colégio de San Jerónimo.

Formam ainda parte deste soberbo conjunto a capela universitária de San Ildefonso – que conserva o sepulcro em mármore de Cisneros – e o famoso auditório em estilo mudéjar onde todos os anos é entregue o Prémio Cervantes de Literatura.


Dicas:

- Embarque na visita guiada à Universidade, que começa logo na explicação dos pormenores da fachada principal e que continua com inúmeras curiosidades pátio após pátio…
- Horários, preços e demais informações para preparar a sua visita em: www.turismoalcala.es e www.ayto-alcaladehenares.es.

06/02/2017

Alcalá de Henares | Espanha : berço de Miguel de Cervantes


Na Calle Mayor, em frente ao museu, as mais famosas personagens cervantinas acolhem os visitantes.


Museu Casa Natal de Miguel de Cervantes

Antiga casa do século XVI, pertencente à família de Miguel de Cervantes, onde em 1547 nasceu o autor de D. Quixote. Situado no centro histórico de Alcalá de Henares, o edifício sofreu algumas reformas ao longo do tempo, conservando todavia partes originais.

Aqui se recria a vida quotidiana de uma família dos séculos XVI e XVII. O pátio interior de colunas renascentistas e poço central domina esta habitação de dois pisos, em redor do qual se distribuem os diversos espaços: cozinha, sala de refeições, sala de aparato, sala das damas, etc. Com vincada presença feminina, esta casa espanhola tradicional exibe uma magnífica colecção de móveis da época e de edições cervantinas em diferentes línguas.


Dicas:

- São de evitar horários de pico, já que nesta pequena casa apenas podem entrar algumas pessoas de cada vez. Em alturas mais concorridas, a fila de acesso pode estender-se rua fora…
- Horários e demais informações para preparar a sua visita em: www.turismoalcala.es e www.ayto-alcaladehenares.es.

27/01/2017

Guadalupe | Espanha : o real mosteiro com toque português


O imponente claustro central do Real Mosteiro de Santa Maria de Guadalupe

Mosteiro edificado entre os séculos XIV e XVIII através de sucessivas ampliações, distinguindo-se os seus traços irregulares e com aspecto fortificado, encontrando-se características dos estilos gótico, mudéjar, renascentista, barroco e neoclássico.

Arquitectonicamente, destaca-se o Claustro Mudéjar ou dos Milagres (construído entre 1389 e 1405), de forma retangular e com arcos de ferradura, em torno ao qual se situam os dormitórios e o refeitório. É neste claustro mudéjar que se situam o Museu de Bordados e o Museu de Miniados, este considerado dos melhores do mundo por ali se exporem livros miniados de grandes dimensões dos séculos XIV ao XVIII provenientes do scriptorium do próprio mosteiro.

Em 1464, o rei Henrique IV de Castela, traz aqui a sua meia-irmã a infanta Isabel (futura Isabel a Católica), desejando propondo-a casar com Afonso V de Portugal. A infanta recusa o pretendente, embora fique enamorada pela beleza do lugar, onde acorrerá por diversas ocasiões.

26/01/2017

Olympia | Grécia : o verdadeiro estádio olímpico


Vista geral do estádio do complexo arqueológico de Olympia, onde ainda é visível a linha de partida


Para quem gosta de desporto, conhecer um dos mais antigos estádios do mundo é uma verdadeira emoção! ...e quando esse estádio tem o simbolismo de ser o original, o primeiro estádio olímpico, a visita torna-se realmente marcante! Entrar pela mítica porta olímpica, correr onde os antigos competiam ou subir às 'bancadas' envolventes vale por si só uma visita!


Dicas:

- O estádio situa-se na zona leste do complexo arqueológico de Olympia, composto por dezenas de monumentos arruínados, incluindo templos, ginásio, termas, altares, etc.
- O bilhete de acesso ao complexo arqueológico contempla ainda as entradas aos adjacentes museu arquológico, museu da história dos jogos olímpicos da antiguidade, e museu da histórica das escavações de Olympia.
- Espreite o sítio oficial do Ministério da Cultura grego para melhor conhecer os diversos espaços e monumentos do sítio arqueológico, e preparar a sua visita: http://odysseus.culture.gr.

25/01/2017

Villandry | França : o Château dos jardins encantados


Château de Villandry: jardins d'amour


Se há castelo cuja visita é imperdível no fabuloso Vale do Loire, esse é sem dúvida o de Villandry. Os seus encantadores jardins transportam-nos no tempo e na imaginação através de sete espaços distintos e que se complementam na perfeição:

1. O jardim decorativo constituiu-se como o prolongamento dos salões do castelo, onde se destacam os quatro quadrados que constituem os "jardins d'amours" - o amor terno, o amor apaixonado, o amor volúvel e o amor trágico;
2. Os bosques permitem belíssimas vistas sobre os jardins, o vilarejo e o vale;
3. O jardim de água, de inspiração clássica, situa-se em volta de um grande lago em forma de espelho Luís XV, rodeado de um cerrado de tílias;
4. O jardim do sol é um lugar desconcertante constituído por três espaços: o "quarto das nuvens" plantado com persistentes plantas azuis e brancas, o "quarto do sol" em tons de laranja e amarelo, e o "quarto das crianças" acolhe as suas risadas e brincadeiras à sombra das macieiras;
5. O labirinto, plantado de cárpas, simboliza o percurso terrestre do homem - não apresenta caminhos sem saída (como o labirinto grego), pelo que o objectivo não é encontrar uma saída, mas antes elevar-se humana e espiritualmente;
6. O jardim dos simples é um espaço tradicional da idade média, consagrado às ervas aromáticas, condimentares e medicinais;
7. A horta renascentista é composta por nove quadrados que se apresentam com diferentes padrões geométricos e que incluem diferentes elementos decorativos como fontes, pérgulas e canteiros de flores.


Curiosidades:

- Neste jardim são plantadas anualmente 115.000 flores e hortícolas;
- No total, os buchos estendem-se por 52 quilómetros;
- As 1015 tílias necessitam de uma poda de três meses todos os invernos;
- Na horta efectuam-se duas plantações anuais (a da Primavera e a do Verão) de 40 espécies, pertencentes a oito famílias botânicas;
- Práticas biológicas adoptadas desde 2009 têm permitido reduzir consideravelmente a utilização de tratamentos fitossanitários químicos.


Dicas:

- Ofereça-se para guiar as suas crianças pelos jardins: mostre-lhes as hortícolas, faça um picnic na área de jogos, brinque no labirinto e conduza-as nos páineis e estações de interpretação específicos para os miúdos.
- Espreite o sítio oficial do Château de Villandry para melhor conhecer os espaços, a história, e preparar a visita: www.chateauvillandry.fr.
- Percorra o vale de bicicleta - são intermináveis quilómetros de pistas cicláveis através de fantásticas paisagens... e quando for preciso parar, lá estão os parques próprios mesmo à porta dos castelos.


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Villandry é visita obrigatória para quem pretende conhecer os castelos do vale do Loire. Confira no mapa abaixo o trajecto que percorri, incluindo etapas e durações (clique para mais detalhes).


05/10/2016

Tenerife num ápice - 5 locais imperdíveis


Tenerife nunca me tinha conseguido entusiasmar o suficiente para lá programar um passeio. Contudo, por vezes, as viagens surgem inesperadamente… Foi o que aconteceu com a minha visita a esta ilha das Canárias. Pouco tempo de estadia, menos ainda de preparação.

O imaginário do puro destino de praia foi largamente ultrapassado por uma realidade que também oferece paisagem, cultura, história, gastronomia, tradições. A baixa expectativa foi ampla e felizmente superada. Eis aqui um breve aperitivo, para quando a ocasião se proporcionar!


1. El Teide


Aponte alto. Suba ao ponto mais elevado de Espanha. Este vulcão está protegido por um extenso Parque Nacional, Património da Humanidade. Atravesse-o de bicicleta ou de carro, aventure-se pelos numerosos trilhos pedestres, monte no teleférico até aos 3.500 metros acima do mar. Daqui já só vão faltar mais 200 metros... Para lá chegar, vai atravessar zona florestal, trespassar as nuvens e deliciar-se com o inóspito panorama lunar. Paisagem e clima transformam-se ao longo da subida. Lá em cima, a vista não tem fim. Para fora, mar, muito mar, e outras ilhas canárias. Para dentro, rocha, lava, erosão, deserto. Contrastes de perder a respiração, literalmente!

Rumo ao céu, já acima das nuvens, a última vegetação da subida.


2. Santa Cruz


O seu relevo acidentado, um porto marítimo que afasta a cidade do mar, e os edifícios escuros e pouco históricos, não vão favorecer a sua primeira opinião sobre Santa Cruz de Tenerife. De facto, é preciso entregarmo-nos à cidade para começar a senti-la. Que tal uma corrida de final de dia junto ao porto? Ou um jantar numa agradável esplanada numa das ‘calles pietonales’? Ou ainda assistir a um sofisticado espectáculo cultural no Auditório desenhado por Calatrava ou no TEA – Tenerife Espacio de las Artes?

Plaza de España, no centro de Santa Cruz, junto ao importante porto marítimo.


3. San Cristóbal de La Laguna


Primeira capital da ilha, esta cidade universitária conserva o estilo arquitectónico mais puro da cultura canária. Classificado pela Unesco como Património da Humanidade, deste conjunto histórico de estilo colonial, destacam-se a Catedral, a majestosa torre que emerge da Igreja de la Concepción, onde começam as ruas mais populares: Carrera e Herradores, com as inúmeras casas senhoriais de varandas (ou balcões) em madeira, agradáveis pátios interiores e imponentes portais em pedra ruiva.

Iglesia Matriz de Nuestra Señora de La Concepción, referência maior em San Cristóbal de La Laguna.


4. La Orotava


Alguns descrevem-na como um museu a céu aberto. As ruas empinadas da cidade mais eclética da costa norte da ilha oferecem um belo conjunto histórico, como por exemplo a Igreja de la Concepción (sim, aqui também), a Igreja de San Agostín, o 'Ayuntamiento', ou a Casa de los Balcones. Entre e conheça os produtos de artesanato típico da ilha, sem deixar de apreciar a mescla arquitectónica colonial-mudéjar.

Entrada da distinta Casa Lercano, de incontornável visita em La Orotava.


5. Adeje e Arona


Núcleo turístico, talvez a principal fonte de atracção da ilha. Muitos são os que procuram Tenerife exclusivamente pelas suas praias de água cálida e vibrante vida nocturna. Um clima quase tropical que convida a percorrer longos passeios marítimos que acompanham os extensos areais. Aqui a diversão está assegurada: parques temáticos variados, inúmeras actividades oceânicas e diversificada oferta hoteleira convidam a inesquecíveis dias de ócio.

Um final de tarde que apetece estender noite dentro.



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Dicas de orientação:

- Tenerife tem duas faces: Norte verde, acolhedora e tranquila, e Sul árida, turística e buliçosa. Os ‘pueblos’ do Norte são mais autênticos e tradicionais, os do Sul mais divertidos e cosmopolitas. As praias do Norte são de areia negra e vulcânica, as do Sul de areia branca (ou menos negra)

- San Cristóbal de la Laguna está hoje unida com Santa Cruz de Tenerife. A primeira, senhorial e solene, a outra animada e vanguardista. Antiga e actual capital, zona alta e zona baixa de uma mesma metrópole cada vez mais viva e cosmopolita.
- A ilha é servida por dois aeroportos: o do Norte (Los Rodeos, em San Cristóbal la Laguna) e o do Sul (Reina Sofia, em Granadilla de Abona). Para explorar costa e montanha, ‘pueblos’ e praias, nada como mover-se de carro… as estradas são regulares e bem sinalizadas. Existem duas auto-estradas (a do Norte e a do Sul) que acompanham praticamente toda a zona costeira. As estradas interiores, mais sinuosas, vencem desníveis acentuados.
- “Papa arrugá” é um prato típico canário com denominação de origem protegida: batatas a murro, servidas com saborosos molhos verde e/ou vermelho.



Mais informações em www.webtenerife.com e www.spain.info/pt.


11/05/2016

8 dicas para preparar a Volta a França


Desenganem-se os que acham que os pontos altos de uma Volta a França são as praias da Riviera mediterrânica, as vinhas de Bordéus, os castelos do Loire ou a Torre Eiffel. Na verdade, a mais entusiástica emoção vive-se nas cénicas e vertiginosas estradas montanhosas, nos zigzags alpinos e nos íngremes cumes dos Pirinéus!

Sim, o "Tour de France" é mesmo daqueles eventos marcantes que merece ser vivido pelo menos uma vez na vida! Conheça ou descubra melhor as razões de tantas paixões (de aficcionados e leigos), confira as perguntas e dicas que se seguem, e reserve uns dias de Julho para aplaudir ao vivo estes super-ciclistas!


1. O que é o “Tour de France”?


É a mais tradicional e popular competição velocipédica. Esta prova realiza-se anualmente em França, sendo frequente percorrer também estradas nos países vizinhos. Desde 1903, o "Tour" conta já com mais de 100 edições realizadas, tendo apenas sido interrompido durante as duas guerras mundiais. Decorre no mês de Julho, durante três semanas, e termina sempre em Paris, junto ao Arco do Triunfo.

Dica: sendo por muitos considerada a mais dura prova física do mundo, são aqui testados os limites do próprio organismo humano. Mas veja para além da vertente competitiva... conheça a tecnologia de ponta aplicada nas múltiplas dimensões da competição (ultrapassando não raras vezes a fronteira do conhecimento), repare na enormíssima logística em permanente movimento, ou no enorme entusiasmo do próprio público, a diversidade cultural, social, etária, ...

Col du Galibier - multidões incentivam os corredores ao longo das montanhas mais inóspitas.


2. Porquê ir ao “Tour”?


É a competição desportiva com mais adeptos a assistir ao vivo. Estimativas apontam para mais de 15 milhões ao longo das 3 semanas da prova! Num só dia, podem estar nas bermas da estrada, mais de um milhão de pessoas! Nas transmissões televisivas, a audiência é superior a 2 mil milhões de espectadores! Acima de tudo, é a festa maior em quase todas as localidades por onde passam os ciclistas. As comunidades locais mobilizam-se e as cidades engalanam-se, mostrando o que de melhor têm para oferecer.

Dica: o ciclismo é o desporto de alta competição em que os adeptos estão mais próximos dos atletas. Os espectadores são verdadeiramente parte da festa, partilhando o palco (estrada) e podendo interferir directamente no resultado final. Aproxime-se dos corredores - antes, durante a após a etapa - e viva mais intensamente a verdadeira 'Meca' do desporto popular.

Bagnères-de-Luchon - cidade festiva para receber a chegada de uma etapa do Tour. 


3. Quando ir?


Em Julho. Escolha as etapas de montanha – nos Alpes e nos Pirenéus – e prefira as últimas subidas dessas mesmas etapas, onde os ciclistas passam a meio da tarde, lentamente e dispersos. É aqui que se concentra o maior espectáculo desportivo e não só!

Dica: planeie com bastante tempo – a prova é apresentada com cerca 9 meses de antecedência. Acompanhe o site oficial (www.letour.com) para conhecer os detalhes dos percursos e procure as etapas-chave, que normalmente coincidem com os fins-de-semana.

O tempo na montanha é sempre imprevisível, mesmo no Verão.


4. Como ir ao “Tour”?


Caravana, carro, bicicleta… o meio não interessa! Vá por si mesmo. Em algumas subidas, a estrada fecha de véspera. Quer isso dizer que para ficar próximo das emoções, vai ter que passar a noite na montanha (acampado ou em auto-caravana), ou subir de manhãzinha (a pé ou de bicicleta).

Dica: leve a sua bicicleta e suba a montanha antes mesmo dos ciclistas profissionais o fazerem. ‘Abra’ a estrada e teste os seus próprios limites!

Sir Bradley Wiggins, vencedor do Tour em 2012, na fase final da subida ao Col de Peyresourde.


5. Onde ficar?


Na berma da estrada, literalmente. Acampe onde encontrar espaço. São centenas e centenas de tendas e auto-caravanas, milhares de pessoas ao longo da subida. Os mais comodistas podem procurar (e reservar) hotéis nas proximidades. Neste caso, é conveniente muitaaa antecedência!

Dica: abasteça-se antes de subir. Refeições e demais mantimentos. Lembre-se que vai estar na montanha, com estradas cortadas durante várias horas, onde as temperaturas nocturnas podem rondar os 0ºC!... e o sol diurno queima mesmo!

Milhares de pessoas pernoitam em auto-caravanas e tendas nas bermas das espectaculares estradas montanhosas.


6. O que fazer?


Animação não falta. Enquanto espera, vai encontrar gente e fazer amigos de quase todas as nacionalidades do mundo! Vai também preparar os mais criativos incentivos para os ciclistas, e vai ainda escrever incitamentos na estrada. E quando passarem os atletas, vai encorajá-los o mais que conseguir!

Dica: cerca de hora e meia antes de passarem os ciclistas, passa a famosa “caravana” publicitária, que mais não é do que um cortejo carnavalesco dos patrocinadores da prova, que interage com o público, oferecendo inúmeros brindes. Participe e ponha-se a jeito!

O patrocinador da camisola amarela (símbolo de líder da prova) é um dos mais populares.


7. Mas vale mesmo a pena?


Sem dúvida! Mesmo para quem não segue a modalidade, o ‘Tour’ é uma enorme festa. É todo um ‘circo’ ambulante, carnavalesco e efémero, que move paixões de novos, velhos e, até, crianças. Além disso, é local de encontro de povos e culturas, de paisagens deslumbrantes e de emoções vibrantes!

Dica: viva pelo menos duas ou três etapas consecutivas. No final do dia, depois de reaberta a estrada, siga de imediato para o final da etapa seguinte (antes que fechem essa estrada). Não precisa ir pelo percurso da prova – procure atalhos.

O numeroso público sempre presente nas etapas de alta montanha aguarda com grande expectativa a passagem dos ciclistas.
  

8. Como acompanhar a corrida em tempo real?


Os aficionados não se contentam em esperar pela passagem da caravana e dos ciclistas. Acompanhar a prova é muito mais do que conhecer as equipas e os corredores. Há que seguir o desenrolar da etapa para conseguir ler a corrida quando nos passar à frente.

Dica: procure os grupos organizados e as auto-caravanas onde se reúnem pequenas multidões de fãs junto da estrada – normalmente têm televisão e transmitem as imagens para os que ali se juntam, o que permite seguir a corrida em tempo real.

Eis como acompanhar a progressão dos ciclistas via televisão para melhor ler a corrida quando passar por nós.


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COLOCANDO EM PRÁTICA:

Ir: de Lisboa a Bagnères-de-Luchon (Pirenéus) são 1.200 km, que se cumprem perfeitamente num dia de automóvel. Já de Lisboa a Bourg d'Oissans (Alpes) são 1.800 km, que se fazem num muito longo dia de viagem.

Ficar: embora os itinerários da prova alterem todos os anos, há subidas de montanhas que se repetem muito frequentemente. Nos Alpes, Bourg d'Oissans é uma excelente base para acompanhar a mítica subida ao Alpe d'Huez, e Briançon é talvez a melhor opção para seguir as subidas ao Col du Télégraphe e ao Col du Galibier. Nos Pirenéus, Bagnères-de-Luchon é a localidade mais próxima do Col de Peyresourdes e do Col de Peyragudes. Já para os míticos Col d'Aubisque, Col du Tourmalet e Col d'Aspin, a cidade de Pau serve como boa base de apoio.

Gastar: assistir à prova é totalmente livre e gratuito. Por isso, a principal despesa será mesmo a viagem de ida/regresso - conte com 200 € para combustível e portagens. Ficando na montanha, os custos são reduzidos já que se pernoita em tenda ou auto-caravana, e as refeições são tipo picnic. Se preferir as cidades, 50 €/pessoa/dia serão suficientes para suportar os custos dos alojamentos e restaurantes. Mas reserve com muita antecedência!

Ver: os locais para ver a prova são tanto melhores, quanto mais acentuada for a subida e mais próximo estiver da meta. Como o traçado da corrida varia todos os anos, o melhor local num ano pode não o ser no seguinte. Além disso, os acessos podem ou não fechar de véspera. Pode-se até conseguir subir tardiamente mas, nesse caso, o mais natural é não encontrar lugar para ficar, estacionar ou pernoitar. Casos há em que um teleférico o leva directo ao topo… Em determinadas situações, a prova repete o percurso no mesmo dia ou em dias consecutivos. Resumindo, cada ano é um ano, e convém estudar o percurso da corrida e planear antes de ir.


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Por fim, prepare-se para:

- apreciar as mais cénicas paisagens montanhosas,
- entrar numa enorme torre de babel por algumas horas,
- caminhar ou pedalar em inclinações acentuadas,
- respirar o ar cristalino e rarefeito dos cumes,
- sentir o sacrifício e o sofrimento dos ciclistas,
- incentivar energicamente todos os atletas, independentemente das rivalidades desportivas,
- partilhar com pequenas multidões a alegria e os festejos do público,
- se envolver com as marcas comerciais das equipas e da caravana,
- trazer inúmeras ofertas promocionais e brindes publicitários.


Alguns metros da subida a Ax-3-Domaines em 2010, no primeiro ano do Rui Costa no Tour.


20/03/2016

Vietnam para iniciantes - 8 locais imperdíveis!


O Vietname, com mais de 90 milhões de habitantes, é o território de 330 mil km2 que ocupa a faixa leste da península da Indochina, no Sudeste asiático. Independente do império chinês desde 939, e reunificado desde 1975 (após vitória na guerra contra norte-americanos), é actualmente um dos últimos quatro países do mundo comunista, de partido único (a par da China, Cuba e Laos). Iniciou em 1986 uma série de reformas políticas e económicas, tendo desde 2000 relações diplomáticas com todos os países do mundo! Venha, de Norte para Sul, descobrir gentes, culturas e paisagens, em 8 lugares imperdíveis, 5 dos quais classificados como Património da Humanidade!


1. Ha Long


"Onde o dragão entra no oceano". Património mundial desde 1993, a 180 km para leste de Hanói, esta baía cristalina com cerca de 3.000 ilhotas calcárias, de praias, grutas e cavernas paradisíacas, está cada vez mais pressionada pelo turismo massificado.

Dica: deslumbre-se com a beleza cénica do lugar, embarcando num cruzeiro de dois dias pela baía. Entre nas profundezas de grutas, navegue em canoa pelos maciços, suba à mais alta colina panorâmica e mergulhe nestas calmas águas cálidas.

A baía de Ha Long é talvez o melhor e mais comum postal ilustrado vietnamita


2. Hanói


Capital vietnamita, de história milenar, e sucessivamente ocupada por forças estrangeiras, Hanói é hoje uma metrópole em acelerado crescimento económico e demográfico (só em 2003 registou 300 mil novos empregos!). Jovem e frenética, ruidosa e fumarenta, cidade de paixões ou desilusões. Da gastronomia à cultura, muito há aqui para desfrutar.

Dica: instale-se no centro e perca-se nas movimentadas vielas, passeie nas margens do lago Hoan Kiem (com a Torre da Tartaruga), visite o Templo da Literatura, explore o Museu de Belas Artes e não deixe de conhecer o 'tio' Ho Chi Minh, ele mesmo, no seu mausoléu.

Honras de Estado e longas filas são habituais... tudo para uma visita que não dura mais do que apenas alguns segundos!


3. DMZ / Dông Hà


No centro do país, 600 km a sul de Hanói, a zona desmilitarizada (DMZ) é cada vez mais destino turístico. Estão aqui os principais memoriais da última guerra vietnamita (1955-1975), que opôs Norte e Sul, na qual tombaram cerca de 4 milhões de vietnamitas (e 2 milhões de cambojanos e laocianos!), e que resultou na reunificação do Vietnam. Feridas profundas, abertas também pelas horrorosas armas químicas largamente utilizadas pelo exército norte-americano, que começam hoje a sarar, várias gerações depois.

Dica: preste homenagem à bravura do povo vietnamita, conhecendo de perto alguns dos resquícios desta guerra (ex: labirínticos túneis Vinh Loc), as estruturas de estabilização da paz aqui criadas, bem como a interpretação histórica do conflito. No final do dia, aproveite as extensas praias de areia branca e quentes águas e cristalinas.

No 17º paralelo, a ponte sobre o rio Bến Hải (com a secção amarela a Sul e a azul a Norte) é marco maior da divisão do territóio


4. Hué


Bem no centro do Vietnam, banhada pelo rio Perfume, Huế é conhecida pelo seu valioso património arquitectónico (que resistiu às violentas batalhas que aqui tiveram lugar). Capital imperial até 1945 – quando o imperador Bao Đại abdicou e um governo comunista foi estabelecido em Hanói –, são ainda evidentes as semelhanças desta cidadela classificada pela Unesco com a Cidade Proibida de Pequim.

Dica: prepare-se para torrar... a cidadela é enorme, a visita a pé demora várias horas, o sol a pique eleva normalmente a temperatura à casa dos 40ºC... sem sombras nem ar condicionado vai chegar de rastos ao final do dia. Comece cedo e leve muita água na mochila!

A arquitectura da cidadela reflecte a forte influência chinesa na dinastia Nguyễn


5. Hoi An


"Lugar de encontro pacífico", a Cidade Antiga de Hoi An é um excepcional, bem-preservado, porto comercial do sudeste asiático, cujo edificado reflecte ainda as influências indígenas e estrangeiras. O porto foi estabelecido pelo explorador português António de Faria em 1535, tendo mais tarde sido ocupado pelo primeiros missionários jesuítas portugueses. Aproveitando o abrigo natural do enorme estuário do rio Thu Bồn, a actividade mercantil elevou este porto, até ao século XIX, ao mais importante centro comercial de todo o Mar do Sul da China.

Dica: visite os templos e outros edifícios históricos, mergulhe nas inúmeras praias, passeie de barco na ria ou de bicicleta por entre os extensos arrozais, compre vestuário por medida (há dezenas de lojas que lhe vão mostrar um sem número de catálogos!), desfrute os tours gastronómicos (diz-se que aqui está a melhor e verdadeira gastronomia vietnamita!), aproveite a excelente infraestrutura turística-hoteleira... aqui, apenas lhe vai faltar mais tempo!

Sem trânsito automóvel, a cidade antiga de Hoi An é um calmo oásis no frenético sudeste asiático 


6. My Son


Património da Humanidade, Mỹ Sơn (ou Mi-Sön) é o mais importante sítio arqueológico do reino de Champa. Complexo de 2 km de largura, com cerca de 70 templos e torres interconectados, actualmente parcialmente arruinados. Estes templos hindus foram construídos (em tijolo vermelho) entre os séculos IV e XIV em honra a Shiva, conhecido localmente por "Bhadresvara".

Pela sua relevância histórica, é frequentemente comparado a outros complexos do sudeste asiático, como Borobudur (Java, Indonésia), Angkor Wat (Camboja), Bagan (Myanmar) ou Ayutthaya (Tailândia). Embora seja talvez o mais antigo sítio arqueológico em toda a Indochina, a maioria do edificado foi destruída por bombardeamentos norte-americanos durante a recente guerra do Vietnam, em apenas uma única semana.

Dica: alugue uma motorizada em Hoi An e aventure-se estrada fora, país adentro... são cerca de 40 km para Este, por entre arrozais e campos agrícolas, pequenas aldeias e grandes indústrias de mão-de-obra intensiva, os caminhos sinuosos do interior e a mais movimentada auto-estrada do litoral... ou seja, o país real todo nesta curta viagem. Experiência a não perder!

De entre os lugares históricos mais relevantes da Indochina, My Son é provavelmente o menos conhecido e visitado


7. Saigão / Cidade de Ho Chi Minh


Saigão, capital do Vietnam do Sul até 1976, é renomeada para Cidade de Ho Chi Minh (HCMC) na sequência da reunificação do país (enquanto República Socialista do Vietname), em homenagem ao líder comunista Ho Chi Minh (1890-1969), "aquele que ilumina". Considerado o "pai da revolução", é ainda hoje mantido, em todo o país, um enorme culto à personalidade deste revolucionário e estadista, estando a sua imagem presente em edifícios públicos e privados (salas de aula, altares, etc.).

Embora a 1.700 km a Sul da capital nacional (Hanói), HCMC é actualmente o centro económico do Vietname. Apesar de ocupar apenas 0,6% da área territorial do país, concentra 8,34% da população do Vietname, 20,2% do seu PIB, 27,9% da produção industrial e 34,9% do investimento estrangeiro directo (dados de 2005).

Dica: metrópole cosmopolita e ocidentalizada, HCMC preserva ainda edifícios de traça colonial francesa, mas pouco da cultura ancestral vietnamita – aqui, vale por isso a pena explorar a história mais recente do país (ex: museu das memórias da guerra, museu da cidade, catedral de Notre-Dame, correio central).

A estátua de Ho Chi Minh no centro da cidade com o seu nome, representado com uma criança por ser o grande impulsionador da educação no país


8. Delta do Mekong / Can Tho


O delta do rio Mekong é uma enorme região (cuja área é equivalente à da Holanda ou Suíça) situada na extremidade Sul do Vietnam, habitada por mais de 17 milhões de pessoas, e cuja área submersa varia ao longo do ano. É um mundo de água acastanhada que se move ao ritmo do poderoso Mekong, onde barcos, casas e mercados flutuam nos inumeráveis canais e riachos que cruzam a paisagem como artérias. É um território fértil, que responde por uma produção anual de arroz superior a 23 milhões de toneladas (ou seja, mais de 50% da produção total do país que é 3º maior produtor mundial)!

Dica: para visitar o delta contrate um 'tour' de 2 ou 3 dias em HCMC (com volta a HCMC ou ligação ao Camboja) – a oferta de valor é muitíssimo boa já que para além do transporte e alojamento, estão incluídas diversas outras actividades, como as visitas ao mercado flutuante de Can Tho (o maior de todo o delta), a um pomar de frutos tropicais, a uma fábrica artesanal de produção noodles de arroz, a uma fábrica de doces de côco, a uma quinta de produção de mel e a templos budistas, para além de se assistir a folclore local, de se navegar em canoa tradicional pelos estreitos canais do delta, aprender e manusear em serpentes, passear em bicicleta e em carroça puxada por burros.

As palmeiras coqueiras, a vida rural e actividade flutuante em Ben Tre são espelho de todo o delta do Mekong

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COLOCANDO EM PRÁTICA:

Como ir: a melhor forma de entrar no país é por ar, chegando pelos aeroportos internacionais de Hanói ou de Ho Chi Minh. Embora haja fronteiras terrestres abertas com o Laos e o Camboja, os vistos de entrada dos cidadãos não locais (ex: europeus, americanos) não são reconhecidos, uma vez que apenas os grandes aeroportos têm acesso aos requerimentos de entrada no país ('convites' tratados antecipadamente nas embaixadas ou online). A passagem das fronteiras terrestres é mais fácil no sentido da saída.

O que fazer: entre património edificado, paisagem única e cultura viva (como a gastronomia, a música, o teatro ou as artes tradicionais da agricultura e da pesca), a última coisa que vai querer é ficar parado a gozar as belas praias :) Veja aqui outros artigos sobre o Vietnam.

Quanto tempo: para percorrer estes 8 lugares nunca menos de 15 dias...

Como se deslocar: longas distâncias, infra-estruturas pouco modernas e utilização maciça tornam o transporte terrestre (por estrada ou caminho de ferro) muito lento. Sempre que possível, é recomendável o recurso ao avião, havendo diversas companhias locais low-cost. Nas grandes cidades, o táxi ou o tuktuk são os transportes mais procurados, enquanto que em zonas rurais pode optar pela motorizada ou bicicleta.

Onde ficar: todos os lugares acima (excepto a DMZ, visitável desde Hué, e My Son, visitável desde Hoi An ou Danang) estão dotados de excelentes infraestruturas hoteleiras, em quantidade e diversidade. Procure já hotéis no VIETNAM e reserve antecipadamente aqui.

Orçamento: para detalhes sobre planeamento, orçamento e custos reais, veja este artigo e faça o download gratuito do meu 'roadbook'.

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Por fim, prepare-se para:

- cidades ruidosas e frenéticas, vivas 24h/dia,
- partilhar os passeios com as motorizadas,
- atravessar as ruas sempre com automóveis e motorizadas a passar (ninguém pára mas todos se desviam!),
- longas e cansativas viagens terrestres (médias de 40 km/h)
- o calor e a humidade asfixiantes, normais nos trópicos,
- chuvadas curtas mas intensas na época de monção (Verão),
- ser sempre atendido por miúdos (população muito jovem),
- lhe pedirem gorjetas/propinas no cruzeiro de Ha Long,
- se deliciar com a saborosa gastronomia vietnamita,
- experimentar texturas alternativas como cobra, cão ou crocodilo,
- descobrir o conceito moderno de república socialista/comunista,
- tirar centenas de fotografias! :)


14/03/2016

8 dicas para emagrecer o orçamento da viagem


Como quase tudo, viajar também tem um custo (embora eu prefira falar em investimento). E por muito importante que se optimizem os recursos disponíveis para a viagem e se estime um orçamento equilibrado, este vai sempre ser condicionado por inúmeros factores, internos e externos, de maior ou menor previsibilidade.

É por isso importante termos sempre presente as 8 principais variáveis que impactam nas despesas e (portanto, no sucesso da viagem), sobre as quais podemos de alguma forma actuar, por antecipação ou reacção.


1. Transporte


O transporte é normalmente a rubrica que representa o maior custo da viagem, pelo que importa equilibrar devidamente as variáveis tempo-destino-comodidade. Um longo voo para gozar poucos dias no destino ou alugar um carro para circular numa grande cidade parecem ser opções pouco razoáveis. Compreender a real necessidade e ter flexibilidade para equacionar todos os meios disponíveis (ex: carro alugado/próprio, transportes públicos, bicicleta, barco, voo, a pé…) é meio caminho andado!

Dica: o número de pessoas pode ser determinante na selecção do transporte. Viagem individual, em casal ou em grupo terão necessariamente custos diferenciados. Analise todas as alternativas possíveis, compare os preços (total e por pessoa), avalie-os em função do tempo previsto para cada segmento, e equacione partilhar transporte com outros viajantes.

Ex-autocarro escolar norte-americano, agora a funcionar como transporte público (fronteira Honduras/Guatemala)


2. Tempo


O factor “tempo” é o primeiro e o mais importante a considerar. O seu impacto no orçamento total é tanto maior quanto mais prolongada for a viagem, embora o custo unitário (por dia) seja menor em viagens demoradas, não só porque uma parte significativa (ex: transportes de ida e volta) é diluída por mais tempo, mas também pelo efeito escala na negociação – mais quantidade, menor preço unitário (ex: estadia).

Acresce que o tempo de antecipação no planeamento e nas reservas é também determinante, porque é normal os preços subirem à medida que se aproximam as datas pretendidas. Ou seja, o custo é superior quando comprado em cima da hora – menor oferta, maior procura, preços mais elevados.

Dica: o tempo é também muito significativo quando considerado na perspectiva do ‘clima’. Estações opostas em hemisférios opostos, época de monção, altitude (montanha ou junto ao mar) e latitude (zonas tropicais ou de maior proximidade aos pólos) são os efeitos geográficos com mais impacto no tempo que se enfrentará no destino, e não raras vezes descurado aquando do planeamento (ou falta dele!).

A viagem deve permitir tempo para contemplar a paisagem e o próprio tempo (Casablanca, Marrocos)


3. Contexto


O contexto macroeconómico afecta bastante o custo do destino, especialmente se se tratar de um mercado emergente. O crescimento acentuado e as respectivas flutuações monetárias fazem disparar/afundar taxas de câmbio, o que automaticamente valoriza ou desvaloriza o poder de compra nessa região – podendo o impacto ser superior a 50% num espaço de poucos meses.

Importa ainda considerar seguros adicionais específicos (ex: viagem, médicos, viatura, …), bem como eventuais épocas altas (ex: Verão em zonas balneares) ou datas que coincidam com acontecimentos importantes no destino (ex: grandes eventos desportivos ou feiras empresariais) – que facilmente fazem disparar preços para 100%.

Dica: evite expor-se a custos acrescidos como os das gorjetas/propinas e extorsões/subornos (ex: fronteiras e outros controlos policiais) tão comuns em algumas latitudes. Prepare e reveja antecipadamente o passaporte (data de validade), vistos (motivo e período), convites de entrada (ex: Rússia ou Vietnam) e vacinas obrigatórias.

Fronteiras movimentadas e desorganizadas são terrenos férteis para esquemas pouco recomendáveis (Chiapas, México/Guatemala)


4. Alimentação


Para muitos, a gastronomia é o fim da viagem em si mesmo. Para alguns, uma dor de cabeça. Contudo, o estilo alimentar (gourmet ou fast food), o tipo de dieta (local, internacional, mediterrânica no sudeste asiático ou árabe no México), as restrições (vegan, vegetariano, de carácter religioso), e até os horários (rígidos/flexíveis), forma (sentado, volante, street food, picnic) e o estado físico/saúde (doença, gravidez) vão necessariamente impactar na experiência da viagem como um todo. É por isso importante dedicar atenção especial à alimentação para que as surpresas sejam as mais agradáveis – em palato e custo.

Dica: experimente novos sabores, alimentos e texturas… mas cautela nessa emersão cultural – o prato servido num comboio na Índia, uma simples salada na Bolívia, um extravagante snack no Camboja ou um saboroso taco mexicano podem facilmente arruinar uma barriga por vários dias! Seja criterioso nos lugares e prove aos poucos. Procure saber quais os locais mais trend e vá alternando estilos, tipos e formas para diversificar paladares e equilibrar orçamento.

Buffet de especialidades crus locais num movimentado restaurante em Huay Xai (Laos)


5. Saúde


Rubrica que pode ter um peso substancial quando aconselhável a toma de vacinas e profilaxias, e, se indicada, a preparação de uma farmácia de viagem. Destinos tropicais e regiões com fraca rede de assistência médica exigem uma preparação mais cuidada e com maior investimento. Preveja também possíveis reacções à própria medicação/vacinação. Seguros de assistência médica internacional são sempre aconselháveis, embora os cidadãos europeus estejam cobertos no território comunitário.

Dica: o custo de vacinas e medicamentos pode ser minimizado pela maximização da sua utilização. Ou seja, preserve a integridade dos fármacos (boas condições de transporte e conservação), a sua documentação (lote, bulas, boletim de vacinas) e aproveite a sua validade (utilize os excedentes na viagem seguinte). No caso das vacinas, usufrua do respectivo prazo de eficácia viajando sucessivamente, durante esse tempo, para os territórios onde são úteis.



6. Alojamento


Dormir num hotel, em casa de amigos ou de desconhecidos, numa auto-caravana ou acampado, na cidade ou no campo, uma noite em cada lugar ou sempre no mesmo local, maior ou menor proximidade ao destino (ex: centro da cidade, estância de ski, etc.), dando primazia ao conforto ou preferindo opções de baixo custo, …

Sendo inúmeras as variáveis envolvidas, a escolha da melhor opção de alojamento vai requerer foco, método e objectividade. O efeito comodidade (do próprio sítio e face ao contexto da viagem) e a importância de entender os próprios objectivos de viagem são determinantes na selecção de um local que pode representar muito mais do que a simples pernoita.

Dica: defina claramente o objectivo da viagem e da pernoita em si (apenas dormida um pequeno almoço revitalizante, spa relaxante), compare diversas possibilidades antes mesmo de partir e, em viagens mais prolongadas, combine diferentes estilos para que as surpresas sejam constantes, evitando cair em rotinas.

Quarto simples mas cuja decoração respeita os valores locais, num hotel central em Phnom Penh (Camboja)


7. Equipamento


Bagagem é peso e custo. Mala e/ou mochila, de mão e/ou de porão, o importante é não levar mais do que o estritamente necessário. Quando em viagem independente, as comodidades não são as de casa. Não vai trocar de calçado 5 vezes durante o dia (esqueça o chinelo de quarto, sapato de dia, chinelo de piscina, sapatilha para o jogging, sapato de noite…). Reduza a roupa (que deve ser de fácil lavagem/secagem) e o calçado ao mínimo, apostando na versatilidade. O bom planeamento passa também por adequar o equipamento ao destino, e suas condições (ex: climatéricas, sanitárias, de transportes, etc.).

Dica: viajantes experientes levam normalmente pouca bagagem e na máxima redução do peso transportado (ex: pouca roupa e leve, produtos de higiene em embalagens pequenas e plásticas). Aqui, a excepção são os equipamentos específicos para o entretenimento, como as férias temáticas ou desportivas (ex: skis, prancha de surf, bicicleta, parapente, tenda, botas de montanha), cujo transporte pode ser menos oneroso do que o aluguer/aquisição no destino.

Fase de preparação e selecção do equipamento a levar para a viagem


8. Entretenimento


No fundo, o entretenimento é o objectivo da viagem! Ver, experimentar, sentir ‘coisas’ novas. Jornadas activas ou descansadas (praia, campo, montanha), desportivas (golf, ski, surf, ciclismo, …) ou culturais (património, museus, concertos, …), gourmet, religiosas ou de meditação (peregrinação a Santiago de Compostela, retiro espiritual no Tibete), de trabalho (vindimas em França ou) ou de cooperação (voluntariado na Índia, apoio a ONG em África), o importante é a sensação de realização que se procura obter, que será tanto maior quanto melhor for a sua preparação e planeamento. Invista tempo aqui. O retorno será entusiasmante!

Dica: pesquise as experiências que o entusiasmam, informe-se antecipadamente sobre as condicionantes e defina uma agenda. Evite ir a um monumento no seu dia de encerramento semanal, procure os descontos (dias de entrada livre ou horários de custo reduzido), adquira os bilhetes antecipadamente (para garantir lugar e evitar perdas de tempo em filas). Não vá surfar na Indonésia em época de mar calmo, jogar golf na Tailândia em plena estação de chuvas ou esquiar na Argentina durante o Verão austral. Ou seja, planear, planear, planear. Plano A e plano B, porque surpresas e imprevistos acontecem, e porque a viagem tem que ser aproveitada e vivida ao máximo!

Assistir à ópera no Coliseu Romano de Verona (Itália) numa quente noite de Verão vale por si só uma viagem

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A viagem começa muito antes de sair de casa. Reserve tempo para preparar antecipada e convenientemente todo o itinerário. Pensar, planear e executar exige esforço e método, mas verá que facilmente esse investimento trará retorno, em custo, tempo, confiança e segurança no destino!

Saiba como organizar uma viagem, incluindo o orçamento necessário.
Descarregue aqui o ficheiro-template com 4 exemplos reais, detalhando custos e percursos: http://goo.gl/forms/n9n5r9iEVu.


25/02/2016

Burano, a Veneza que não vem nos guias


Burano é com certeza a mais pitoresca ilha da grande lagoa veneziana. Localidade piscatória, conhecida desde o século XVI pelo trabalho em renda, de gente humilde, descontraída e simpática que convive ainda harmoniosamente com o turista - presença cada vez mais habitual, mas ainda não descaracterizante. Descubra porque não deve deixar de ir!


1. Genuína


Localidade piscatória, conhecida desde o século XVI pelo artesanato em renda, tem sido capaz de se renovar, embora a arquitectura continue a reflectir a humildade das suas gentes.

Aqui, apenas a ingenuidade não é genuína


2. Florida


Parece difícil imaginar uma ilha florida onde não existem parques, jardins ou solo arável. Mas a verdade é que não encontrará casa, janela ou portada sem inúmeros vasos vivos e alegres.

As floreiras transmitem vivacidade e carácter que se renova a cada dia


3. Colorida


Habitações simples mas muito coloridas conferem um carácter charmoso e fotogénico ao local. Atravessar os pequenos canais ou percorrer estreitos becos é descobrir novos ângulos, perspectivas ou reflexos que merecem ser fotografados!

Jogo de inusitados contrastes de cores e texturas


4. Viva


Aqui, o tempo tem o seu tempo. Aqui não há gôndolas nem turistas apressados. Também não há circulação automóvel. O barco e a bicicleta são os principais meios de transporte. Aprecie e entre no quotidiano local. Brinque com as crianças na rua ou converse com os mais velhos que vêm à janela.

Viva o lugar, partilhando emoções


5. Descontraída


Gentes que mantêm as suas rotinas independentemente dos visitantes que vagueiam. Aproveite e siga calmamente, respeitando as actividades do dia-a-dia local. Sinta o bucólico do lugar - prazer raro numa Itália de turismo massificado.

Gente humilde e de trabalho surpreende pela simplicidade


6. Original


Num mundo globalizado, a originalidade dos lugares é algo cada vez mais raro. E por isso, valioso atributo que deve ser compreendido e valorizado. Burano tem conseguido manter uma atmosfera única e irrepetível.

Cada novo ângulo, uma fotografia única


7. Luminosa


A luz de Burano é única e quase mágica. Seja nas coloridas fachadas em tons de arco-íris, seja nos ondulados reflexos dos estreitos canais. Durante o dia, com o sol vertical, ou ao pôr do sol, altura em que a luz dourada e horizontal realça a beleza do lugar.

O barco reflecte o prolongamento natural da habitação


8. Calma


Longe do tão característico rebuliço veneziano, Burano aparenta localizar-se a muito mais do que apenas 7 km da 'meca dos canais'. Respire a calmaria do lugar e regresse a Veneza apenas após renovar as energias...

Atravessando gerações, os traços arquitectónicos vincam o carácter de Burano

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COLOCANDO EM PRÁTICA:

Como ir: desde Veneza, de 'vaporetto' (40 minutos / 7km); pode adquirir bilhetes simples de ida/volta ou passe diário se pretender passar por outras ilhas (como Torcello ou Murano, por exemplo).

O que fazer: passear, vaguear pelos calmos becos e canais, que confluem na praça Galuppi; aqui, visitar o museu da renda e admirar a inclinada torre sineira da igreja de San Martino (século XVI), que abriga a obra de Tiepolo, La Crocifissione.

Quanto tempo: reserve pelo menos meio dia para conhecer e sentir esta pequena ilha veneziana; aproveite cada minuto e, antes mesmo de regressar, compre uma pizza para, na viagem de volta, mais intensamente viver Itália!

Onde ficar: sendo Veneza a referência para visitar Burano, encontre ali as mais diversificadas opções de alojamento. Procure já hotéis em VENEZA e reserve antecipadamente aqui.

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Por fim, prepare-se para:

- se perder nos labirínticos becos e estreitos canais,
- se surpreender com as alegres cores das fachadas,
- se apaixonar pela magia dos reflexos ondulados nos canais,
- apreciar o ritmo calmo e descontraído de Burano,
- comer pizza com as mãos e sujar a roupa com o molho de tomate,
- tirar centenas de fotografias! :)